Fotografar

"Você não captura uma fotografia, você a faz."

Ansel Adams

Sobre - ABOUT US


Photo Quad foi criado para divulgar um específico portfólio de convidados(as) com curadoria e depoimentos de fotógrafos profissionais com notória experiência e reputação. A divulgação do portfólio será do critério do editor deste site (eu) com os depoimentos que serão publicados de forma cronológica seguindo atributos pré-estabelecidos. Também participo com algumas colaborações em fotografias da minha autoria.

ESTÃO CONVIDADOS CONVIDADOS TODOS VISITANTES DESTE ESPAÇO

Em apenas três passos você poderá participar do Photo Quad  Siga as instruções abaixo e experimente sua participação e seja bem vindo(a)!

1) Trabalhando conosco, um convite para novos talentos

Photo Quad busca novos talentos para divulgação e venda do seu trabalho autoral. Se você tem talento para divulgar suas fotos através do Photo Quad ou para divulgar ou vender obras de outros fotógrafos do Photo Quad, você poderá obter bons resultados financeiros. Que tal? Então, venha trabalhar conosco e saiba como, acessando a página Trabalhe Conosco.

2) Com sua inscrição, em seguida você já poderá fazer o upload das suas fotos hoje mesmo 

Você poderá fazer uma inscrição que te permite o "upload" das suas fotos para posterior divulgação. Saiba mais acessando a página inscrição e em seguida você poderá fazer o upload das suas fotos acessando a página upload.

Boa sorte!

Sami Douek

22 de maio de 2020

Nota importante: As fotografias publicadas neste espaço são cobertas por direitos autorais reservados ao autor e ao editor deste site.

ENGLISH VERSION OF THE ABOVE TEXT

Photo Quad was created to publicize a specific portfolio of a guest curated and testimonials from professional photographers with notable experience and reputation. The disclosure of the portfolio will be at the discretion of the editor of this website (me) with the testimonials that will be published chronologically following pre-established attributes.

And there's more ... In just three steps you can participate in the Photo Quad Follow the instructions below and try your participation and welcome!

1) Working with us

Photo Quad seeks new talents to promote and sell its authorial work. If you have the talent to publicize your photos via Photo Quad or to publicize or sell works by other Photo Quad photographers, you can get good financial results. What about? So, come and work with us and learn how by accessing the Work with Us page. Trabalhe Conosco.

2) With your registration, you can then upload your photos today

You will be able to make an application that allows you to "upload" your photos for later dissemination. Find out more by accessing the registration page inscrição and then you can upload your photos by accessing the upload page. upload.

Good luck!

Sami Douek

May 22nd, 2020

Important note: the photographs published in this space are covered by copyright reserved to the author and the editor of this website.


Bio Fernanda Corbi


Fernanda Corbi inaugura o primeiro Portfólio Photo Quad

Amizade
Lembro de Fernanda em encontros regados a café em deliciosos e longos papos sobre o bem pensar em consciência e subconsciência quando a alma misteriosamente procura seu caminho. Amigos desde 2012, a compreendo e aprecio continuamente, por uma proximidade que creio sempre existiu antes e depois de tudo.

Fotografias e textos
Fernanda é graduada em Biomedicina, área em que atua até hoje, e paralelamente começou a fotografar em 2014. No primeiro trimestre de 2019 Fernanda optou por um ano sabático que a fez poeta em imagens, com pensamentos aguçados por grande sensibilidade sobre a beleza estética de refletir imagens na sua câmera e por uma beleza de alma ao sobrevoar tempos e espaços nas asas do seu pensamento. Eu Sami, me reconhecendo um eterno nômade e andarilho, me identifico quando encontro Fernanda atravessando espaços momentos e imagens, sem sequer limites geográficos. Fernanda percorreu magicamente parte do que já vivi no passado, e isto me basta para apreciar, divulgar e compartilhar suas imagens e meus textos que casamos sempre preto no branco.
O site Photo Quad dedica sua inauguração com Fernanda Corbi. Visite e compartilhe as fotos de Fernanda.

Veja as obras de Fernanda na aba "PORTFÓLIO INAUGURAL" nas páginas seguintes,

Sami Douek,
Em qualquer lugar, no dia 22 de maio de 2020


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Bio Fernanda Corbi

Inscrição


FREE (for abroad)

R$0
  • When you sign up for the Free Plan, you can participate with 3 inaugural photographs. Your photos will be published and offered for sale. The photograph sold may be replaced by means of a communication that you will receive by email. Each contribution support category will have a disclosure commitment and specific service in contractual terms.
  • Make your appointment today.

Standard

R$0/Mês
  • Na sua inscrição no Plano Standard, você poderá participar com 3 fotografias mensais. Suas fotos serão publicadas e oferecidas para venda. A fotografia vendida poderá ser substituída mediante comunicação que você receberá por e-mail. Cada categoria de apoio em contribuições terá um compromisso de divulgação e um atendimento específico em termos contratuais.
  • Faça sua consulta hoje mesmo.

Full

R$25/Mês
  • Na sua inscrição no Plano Full, você poderá participar com 30 fotografias mensais. Suas fotos serão publicadas e oferecidas para venda. A fotografia vendida poderá ser substituída mediante comunicação que você receberá por e-mail. Cada categoria de apoio em contribuições terá um compromisso de divulgação e um atendimento específico em termos contratuais.
  • Faça sua consulta hoje mesmo.

Premium

R$50/Mês
  • Na sua inscrição no Plano Standard, você poderá participar com 60 fotografias mensais. Suas fotos serão publicadas e oferecidas para venda. A fotografia vendida poderá ser substituída mediante comunicação que você receberá por e-mail. Cada categoria de apoio em contribuições terá um compromisso de divulgação e um atendimento específico em termos contratuais.
  • Faça sua consulta hoje mesmo.

Upload


IMPORTANT NOTICE FOR VISITORS FROM ABROAD
DIRECTIONS STATED IN ENGLISH BY SCROLLING BELOW THE POTUGHESE TEXT

EM PORTUGUÊS

Adicione sua foto predileta no seu estilo, de acordo com sua personalidade e vivência. Seja autor da sua cria e certifique-se que ela possa te representar.

Todo candidato(a) será bem vindo(a) e terá sua obra comentada e/ou publicada quando feita a inscrição previamente e que o participante tenha recebido por e-mail uma autorização de upload.

Boa sorte!

Sami Douek

Nota: adicione apenas fotos em resolução adequada em tamanho inferior à 2 mega bytes e em formato .jpg


UPLOADING INSTRUCTIONS IN ENGLIH

Dear Miss (Sir)

Please consider the statement below:

If you have any commercial interest i.e. to sell a copy of your photographs, you will be paid in the required value directly to your credit card on a mutual written agreement. if not, you will have all copyright respected as well as making reference to your work on every authorized publication on instagram.

Please let me know if this will be applicable and let me know by sending me an e-mail to consulta.sami@gmail.com and/or communicate by WhatsApp at +55 13 99618 2210.

Thank you

Add your favorite photo in your style, according to your personality and experience. Make sure it can represent you and your wok. To upload your photo, you must click at the button "Escolher arquivo" and chose the file from your device or from your computer.

Note: only add photos in a suitable resolution in a size smaller than 2 mega bytes and in .jpg format

Every candidate will be welcome and will have his / her work commented and / or published when the registration is made in advance and that the participant has received an upload authorization by email.

Good luck!


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PREÇOS PHOTO QUAD
Para público, comprador final, no varejo
Atualização em 27/08/20
OS PREÇOS SÃO ESTABELECIDOS COMO PISO NA DATA DE ELABORAÇÃO DO TEXTO E PODEM SER MODIFICADOS EM FUNÇÃO DAS EXPECTATIVAS E POSSIBILIDADES ENTRE PHOTO QUAD E O COMPRADOR.

VENDA*
A) Uma foto com moldura dimensão A4 = R$ 290,00 em valor básico de referência.
B) Uma foto impressa em Fine A4 = R$ 200,00 em valor básico de referência

Nota importante
O uso da norma "A4" visa apenas a facilitação na percepção de custo. Cada obra terá suas particularidades em suas dimensões no campo da impressão e nas características do papel e molduras (quando a moldura é aplicável.
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Photo Blog


19Oct

Sobre medo

O exílio dos Rolling Stones no o Sul da França em 1972 para gravar o Exile On Main Street, foi uma fuga provocada por conta de tempos difíceis tanto financeiramente como emocionalmente. Era necessário que o grupo se restabeleça de sustos e desconfortos pala implacável política fiscal no Reino Unido e do fatídico concerto em Altamont nos Estados Unidos em 1969, quando uma pessoa foi esfaqueada perto do palco. Qual a relação do meu difícil fim de semana quando despertei com a notícia do assassinato de Samuel Paty num vilarejo perto de Paris na sexta-feira 19 de Outubro? Tem alguma relação? Certamente tem relação e se não tiver, me invento uma relação. Samuel nos seus 47 anos de vida foi decapitado por ensinar aos pequenos o significado de liberdade de expressão para todos e isto não significa que ele compartilha ou que defenda este ou aquele manifesto expresso de direito de todos. A liberdade de se movimentar e de se expressar não significa  aderir às crenças ou descrenças de cabeça pensante ou delirante, um direito atribuído à qualquer cidadão livre. Pensar que um instrutor nascido em na França 1973 perdeu a vida por conta de ideias assimiladas por um garoto de 18 anos residente no mesmo vilarejo onde morava sua vítima não longe de Paris, é digno do mais surreal horror à ser escrito numa ficção de mau gosto.

Joan Crawford em Sudden Fear


O infeliz garoto assassino tinha na minha matemática macabra, treze anos em 2015 vivendo a sua puberdade cheia de incompreensões que certamente nada viu e nada soube em 13 de novembro de 2015 que foi a data do pior dos atentados em Paris mas não tão cruel quanto o recente. Justamente neste dia, eu estive lá, um fato que me fez perder a bússola e me ver fujir de um inferno algumas horas depois. Dia 14 de novembro de 2015 foi quando despenquei em choro incontrolável no aeroporto Roissy, portão de embarque para Genebra.


Neste domingo dia 18 de outubro de 2020, fui dormir com meus neurônios embaralhados e pensei que ao ouvir uma boa música antes de me deitar poderia dissipar estes pensamentos reais e insustentáveis. Estou eternamente em exílio, um nômade quase fugitivo.


Capa de Exile On Main Streer (Rolling Stones)


Sobre exílio, 

Tem os que se exilam por se pouparem de perseguições e os que se exilam por decreto. Mas com o tempo, aprendi a amanhecer inteiro em corpo e alma e a cada dia intensamente, nem que seja para respirar, me banhar de luz, de arte e de liberdade com meu corpo que balanceia jovem ou cansado porém feliz. Feliz  como se o corpo pudesse também sorrir e gargalhar. Mas não sempre.
Tenho o momento de suar a garganta em silêncio e de soar a garganta em gritos internos e inaudíveis.


Sami Douek em 19 de Outubro de 2020
Texto reeditado em 7 de Novembro de 2020



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17Sep

Sobre encontros casuais e significativos

ANUSH ERA A DOÇURA DOS CABELOS ENCARACOLADOS

Há muito tempo, em São Paulo conheci uma moça num café perto de casa chamado L'Arnaque. O café tinha charmosas paredes verdes (tal como gosto de paredes verdes) mobiliado em estilo que remete à um bistrô modesto parisiense com mesas de ferro fundido do lado da rua Oscar Freire rodeadas por cadeiras de madeira retorcida tal como as austríacas Thonet do século retrasado. Estava inevitavelmente me protegendo do frio úmido de julho usando um cachecol para que eu seja reconhecido por todos os passantes sendo sempre o mesmo gringo com seu echarpe xadrez. A moça tinha um ar oriental indecifrável e um cabelo encaracolado que realçava ainda mais seus olhos negros que harmonizavam um sorriso esplendido! Inesquecível. Me imaginei mais ousado do que sou, e quem sabe, sendo  ligeiramente aceitável para iniciar uma conversa. Perguntei e ela articulou “Anush” um nome pronunciado charmosamente e estranhamente aos meus ouvidos. Fiquei imóvel e mudo por 180 segundos quando repliquei repetindo “Anush” com meus olhos arregalados e um indisfarçável ar de seduzido; fui um iniciante sedutor seduzido! Me senti pequeno ao quase gaguejar repetindo seu nome e perguntando o significado das duas sílabas parecendo árabe.  Ela me disse que as duas sílabas eram originadas da língua armênia o que se fala na sua terra natal. Fique mudo enquanto ela degustava um café generoso que (felizmente) me parecia interminável. Logo mais ela chamou o maitre/atendente, quase amigo meu, para pedir a conta e se despedir… mas não; fiz a necessária pergunta com meu indisfarçável sotaque sobre o significado das duas sílabas que fazem seu apelido e ela me respondeu em pior sotaque do que o meu arrastando uma expressão ora em portugês, ora em inglês. E foi aí que eu viajei nos vocábulos e territórios totalmente desconhecidos quando ouvi “doce” e “sweet”. Entendi que o  nome dela traduziu imediatamente seu olhar e meu desconcerto que continua até hoje. Ela se foi e eu pensei em francês algo equivalente ao nome próprio Anush. Talvês Nounou? Estou sem resposta e longe da Armênia, muito longe dos ares, sabores e sorrisos armênios.

Sami Douek em 17 de Setembro de 2020

ANUSH WAS THE SWEETNESS OF CURLY HAIR

A long time ago, in São Paulo, I met a girl at a cafe near home called L'Arnaque. The café had charming green walls (as I like green walls) furnished in a style reminiscent of a modest Parisian bistro with cast iron tables on the side of Oscar Freire street surrounded by twisted wooden chairs like the Austrian Thonet from the back. I was inevitably protecting myself from the humid July cold by wearing a scarf so that I would be recognized by all passersby, always being the same gringo with his checkered scarf. The girl had an indecipherable oriental air and curly hair that further enhanced her black eyes that harmonized a splendid smile! Unforgettable. I imagined myself more daring than I am, and who knows, being suitable to start a conversation. I asked and she uttered "Anush" a name that was pronounced charmingly and strangely to my ears. I was motionless and silent for 180 seconds when I replied, repeating "Anush" with my eyes wide and an undisguised air of seduction; I was a seductive beginner seduced! I felt small when I almost stammered repeating his name and asking the meaning of the two syllables looking like Arabic. She told me that the two syllables came from the Armenian language, which is spoken in her homeland. Be silent while she tasted a generous coffee that (fortunately) seemed to me endless. Soon she called the maitre d ', almost a friend of mine, to ask for the bill and say goodbye ... but no; I asked the necessary question with my unmistakable accent about the meaning of the two syllables that make up her nickname and she answered me in a worse accent than mine by dragging an expression now in Portuguese, now in English. And it was there that I traveled in words and territories totally unknown when I heard "sweet" and "sweet". I understood that her name immediately translated her look and my bewilderment that continues today. She was gone and I thought in French equivalent to the first name Anush. Maybe Nounou? I am unanswered and far from Armenia, far from Armenian air, flavors and smiles.

Sami Douek on September 17, 2020



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18Aug

Sobre a civilização armênia e o olhar da lente de Ani Tonoyan convidada por Photo Quad

UMA ASSOCIAÇÃO DE FORMAS ARQUITETÔNICAS E COMPORTAMENTO HUMANO

Os ocidentais se distanciaram de tantos valores estéticos do cotidiano dos países orientais (o outro lado da parede política concebida pela antiga URSS)?

E hoje em dia durante esta pandemia, o que pode acrescentar ao nosso novo comportamento mundial? O que realmente restou de nossos pais e parentes que enfrentaram a guerra e a perseguição?

Qual é a cor da verdadeira Armênia em casa, quando muitas pessoas em todos os lugares sabem muito mais sobre os armênios do que sobre sua terra natal e cultura secular?

Há também uma visão charmosa do novo e do velho aos olhos de Ani Tonoyan que é fruto do recém-nascido evocando sabores, cores e sabores do campo intocados ao lado de uma história triste e ao lado da vizinhança agressiva.

O que pode me tocar mais do que o olhar capturado por uma jovem que pode compreender e valorizar os meninos e meninas que brincam e dormem em seu próprio conforto na terra de sua família?

E os animais de estimação (cães correndo soltos) que fazem parte do cenário?

Por que Ani pode brincar com vestidos vermelhos de cor intensa mantendo a elegância necessária de uma dama, seja como for e onde ela estiver? Há uma poesia das fotografias de Ani Tonoyan.

Quero saber mais antes que esses momentos únicos de VIDA desapareçam por qualquer sugestão moderna de mudanças de comportamento e perdendo toda a poesia nos olhos e no coração da jovem armênia de hoje que definitivamente tem o toque dedicado a pensar e realizar a ARTE REAL para ela mesma, para a geração futura e para todos, em todos os lugares.

Este é apenas o começo de minha modesta declaração.
Mias fotos e mais depoimentos virão da distante Armênia.

Sami Douek

17 de agosto. 2020

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Atom Agoyan, um dos maiores cineastas da atualidade.

AN ASSOCIATION OF ARCHITECTURAL FORMS AND HUMAN BEHAVIOUR

People from the occident stayed too far from so many aesthetic values in the everyday life of oriental countries (the other side of the polítical wall conceived by the old USSR)?  And nowadays during this pandemia, what may add to our new world behaviour? What really remained from our fathers and relatives who faced war and persecution? What is the colour of actual Armenia at home when many people everywhere know much more about armenian than about their homeland and secular culture?


There is also a charming view of the new and the old after the eyes of Ani Tonoyan who is the fruit of the newborn evocating flavours colours and tastes of the countryside untouched beside a sad story and beside the aggressive neighborhood.

What can touch me more than the look captured by a young lady who can understand and cherish the young little boys and girls who play and sleep in their own comfort in their family land? 

What about the pets (dogs running free) who are part of the scenery?
Why can Miss Ani play with coloured red dresses keeping the necessary elegance of a lady whatever or whenever she may be?

I want to know more before those unique moments of LIFE may disappear for any modern suggested changes of behaviour and loosing all the poetry on the eyes and heart of today´s young armenian lady who definitely has the touch dedicated to think and realise REAL ART for herself, for future generation and for everyone, everywhere.

This is only the very start of my modest statement. A lot mor from Armenia will come to us for our delight.


Sami Douek

August 17th. 2020

Uma beleza melancólica que seduz e que nos invade o coração.


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07Jul

As capas de discos desde meados dos anos 1950 e por mais 20 anos, emergiram como elemento essencial na apresentação das obras gravadas.

Paul Mc. Cartney and his Kisses From The Bottom, like the Oldies.

ESTÁ TUDO TRAÇADO NA FOTOGRAFIA E NA FONOGRAFIA

Tudo “fotografa” e “fonografa” no meu cérebro e no meu mundo sensorial ao despertar. Sei que a minha degenerativa surdez não me faz Beethoven e que a minha alegria em apreciar as saias das mulheres em festa, não me faz Mozart. E que também o meu silêncio interno, certamente  não me faz Bergman. Eu insisto desde sempre em carregar uma bagagem de apreço à arte do olhar e do sentir. O meu despertar hoje, foi ao encontro de um tique taque na cozinha, um som e visual um tanto coloridos e sem nenhuma identidade ou personalidade interessante, seja na forma ou na função; um despertador deste século globalizado, repetitivo e desalmado pois no tal brinquedo exageradamente colorido, no verso vem estampado, um dizer atestando o que tudo explica:  “Made Cheap in China” diz o molde onde nasceu a carcaça deste barulhento relógio. Na realidade o relógio na cozinha é um medidor auxiliar e um gerador de ruído cronológico e deselegante. Um gerador nada inofensivo que me anuncia também em contagem regressiva que o tempo passa enquanto eu sei que a minha surdez avança. Eu sei observar e eu sei ler bastante, escrever muito e contar um pouco mas não sei cantar nem escrever poesias. Não me arrisco e por isso vou ao assunto em título.

A NATUREZA MORTA DO DISCO 

Observo em natureza morta objetos circulares envelopados por uma fotografia estampada sobre o que os comerciantes e produtores chamam “capa”; uma expressão vulgar tal como uma capa de chuva, tão vulgar quando transparente e quando não é amarela exceto  quando está vestindo uma garota de um filme francês dos anos 1960. A capa de chuva amarela naquela época não era capa mas sim um sobretudo charmoso. 

A dita capa do objeto chato e circular de duas faces, logo mais será peça de museu em exposições tal como a fotografia do bigode de algum imperador austro húngaro. Digo em homenagem das boas capas amarelas ou não, que vinham empilhadas em caminhões circulando pelo país afora abastecendo os ávidos de “hits” e rankings das rádios e das máquinas de cassino dos produtores, chamadas billboard. Parece mentira, mas não é não, e foi verdade durante umas cinco décadas no mínimo.

Pink Floyd, Wish You Were Here

A IMORTALIDADE DO DESIGN GRÁFICO E DA FOTOGRAFIA ESPERTA

O imortal cachorro Nipper

E vieram os homens que sabem da comunicação visual e da arquitetura dos traços e das imagens desde os anos 1930 e bombando num intervalo de 20 anos, creio entre 1959 até 1979 auge da hipgnosis que nadava em criatividade e em libras esterlinas. Hipnosis atendeu grandes estrelas do Rock de ambos os lados do Atlântico sempre para bolsos recheados, mesmo sabendo que arte e fotografia amassam e envelhecem em qualquer bolso. Dedico este post à algumas fotografias do meu acervo. As minhas fotografias documentam mas não enfeitam nem poderiam embalar corações.

Bom divertimento!

Sami Douek em 7 de julho de 2020

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30Jun

"Rainy Day Women # 12 e 35", uma procissão trêmula que pode ter sido inspirada em parte por "Let's Go Stoned" de Ray Charles e se tornou um single número dois, apesar (ou por causa) de sua alusão às drogas.

Rainy Day Women # 12 & 35 e Dylan arrastando seu lirismo.

Era verão de 1966 quado do lançamento do disco BLonde On Blonde, um álbum (LP) duplo, o que não era para meu orçamento aos meus 17 anos de idade. Procurei outras alternativas, já que nos anos 1960 se comprava discos até em tabacaria. Em outros termos, para minhas pequenas pretensões, tive uma opção econômica em custo e conteúdo. Me refiro ao compacto duplo fotografado acima, em edição francesa com o título citado acima, o que foi uma importante revelação. Bob Dylan estava na sua melhor interpretação e com refinado lirismo que começava com o lado B deste compacto duplo que não era tão duplo pois tinha três faixas no lugar das habituais quatro. 

Este compacto vinha com uma foto curiosa com Dylan fotografado carregando um livro com Leonardo da Vinci na capa do livro. Os três títulos dos quais o terceiro é lado B, foram suficientes para meu deleite pela obra que até hoje continua me seduzindo; primeiro pela magistral fotografia feita por por Jerry Schatzber  (que é também diretor de cinema), e segundo pelo arrastado canto de Bob Dylan acompanhado pelo fabuloso teclado de Al Kooper.  Bob Dylan espalhando seu canto arrastado em crescendo com a frase “Soon Or Later, One Of Us Must Know” foi algo inegualado no Rock da época e em qualquer lado do Atlântico. Já o lado A, que abre com “Rainy day Woman” junta trombone com uma mescla indigesta de  metais no estilo do Exército da Salvação tocando na ruas de Nashville no meio de gargalhadas repetidas em refrão dizendo  “everybody must get stoned”, ou seja uma sugestão imperativa que “todo mundo deveria ficar chapado”, frase título de uma música de Ray Charles do mesmo ano de 1966.  "Let's Go Get Stoned" foi lançado logo após Charles ter sido liberado da reabilitação após dezesseis anos de dependência de heroína.

Ouçam Ray Charles na gravação de 1966 Let´s Go Get Stoned


Bob Dylan Sooner Or Later (One Of Us Must Know)


Capas do CD Blonde On Blonde que revela a elegância da foto e do Bom Dylan em captura tremida.


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*Conteúdo reservado para apoiadores de Photo Quad

Sami Douek em 30 de Junho de 2020


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26Jun

A história contada das obras de Klaus Voormann, Robert Freeman, Charles Front e George Martin

Rubber Soul US Album 1965

Klaus Voormann Art variations for the Revolver Album, 1966

*Preâmbulo

O álbum dos Beatles Revolver é o tema central deste post passando pela barreira construída e vencida pelos fab Four em relação à qualquer vulgaridade ou lugar comum no design de capas de discos. A virada aconteceu em 1965, anto anterior ao lançamento do álbum Revolver, o mais vanguardista que conheço no pop britânico até hoje.

Klaus Voormann é mais conhecido como baixista da banda inglesa e londrina chamada Manfred Mann criada em 1962, uma banda que realmente aprecio pelo seu estilo metamorfósico contínuo. Manfred Mann chegou aos meus ouvidos por uma fanfardesca versão da composição de Bob Dylan chamada Mighty Quinn (o esquimó) lançada em 1969. Depois deste hit, Manfred Mann se transformou em vários estilos e nomes passando por Chapter Three e Manfred Mann Earth Band que retomou Bob Dylan com uma esticada versão da música (fabulosa) Father of Day Father of Night de menos de dois minutos para mais de nove minutos de duração. O Manfred Mann tocou ao vivo à poucos metros de mim num auditório da Universidade de Lund na Suécia, onde estive perdido meados dos anos 1970. O que vem ao momento é o desenhista gráfico Klaus e a esticada do som e da imagem. Os Beatles com o álbum de título muito mais do que estranho após escolhas delirantes do Ringo Starr, passou à se chamar “revólver” de revolução ou de um disco que simplesmente gira e isto não tem nenhuma relação com qualquer sugestão armamentícia. Além da Capa, Revolver tem uma das primeiras gravações com efeitos feitos com montagens e desmontagens, truques manipulados com fita magnética sugerindo efeitos que considero musicais e vanguardistas para época e para sempre, uma obra endossada pela genialidade técnica de George Martin. 

New Version of Dylan´s Mighty Quinn, performed by The Manfred Mann Earth Band

Beatles, capas de disco e edições de estúdio são assuntos independentes que se casam para um lançamento comercial; portando a figura de vários artistas está em jogo e especialmente um jogo vencedor por parte de Klaus na ilustração e por parte do ilustrador e designer Charles Front, obras primas não apenas para o álbum Revolver, mas também para o Rubber Soul de alma esticada.. A fotografia do Rubber Soul, disco anterior ao Revolver, ilustrava a capa do com cores quentes em fundo verde e com uma distorção intencional esticando a imagem dos quatro garotos de Liverpool,inclinada em 45 graus. Esta imagem tem sido uma marca intensa nas artes gráficas de Carles Front e nas fotografias de Robert Freeman. As sugeridas distorções bem planejadas na fotografia e na tipologia fazem uma referência tanto no design, como na fotografia bem associados com o estilo musical e com os instrumentos que invadiam os meus sentidos. Rubber Soul lançado em dezembro de 1965, com seu pacote todo, me remetia ao título e a elasticidade evocada pela banda ao se transformar, ou se transfigurar no som e na imagem. Na contra capa do Rubber Soul, cada Beatle teve direito à duas fotos em preto e branco com certas astúcias em relação ao campo e distância focal utilizados.


Sami Douek em 26 de Junho de 2020.

(atualizado em 27 de junho de 2020)

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17Jun

Em 1968, tudo podia e não podia determinar o sucesso de uma revolução cultural e social que estamos esperando até hoje.

The kinks are The Village Green Preservation Society

Novembro de 1968, foi um ano, dizem, que uma revolução cultural tomou lugar do conservadorismo. Bandas e bandos jovens do mundo todo e bandos no melhor dos sentidos, levantavam bandeiras marchando reivindicando pensando ou não pensando em desentortar o conservador e o repetitivo,  o banal e o vulgar. A razão de ser deste momento revolucionário não era nem flower nem power, na realidade não era nada à não ser um basta em italiano que os governantes e alguns tranquilos governados pensaram em complô de fim do mundo civilizado e bem ordenado, mas não, não tanto exceto os movimentos libertários já conhecidos e esquecidos pela cultura remanescente do por guerra. Nem o General de Gaulle entendeu pois não era possível entender uma virada no contexto político, virada esperada até hoje. 


Picture Book with The Kinks. Can you picture yourself?


No mundo do som pop ou não tão pop com hoje parece ser, se cantavam os desmontes e o inconsciente coletivo, hoje e sempre lembrados e celebrados. No meu caso, observar para onde  estive implica em resgatar para onde vou e por onde estou. Estive aos meus vinte anos em 1968, um ano concluído em tempestades que cheiravam infindáveis guerras que seriam abandonadas por um mundo liberado antes de se sugerir libertário mas nada disso aconteceu fora da poesia e da música. Um número mágico da época podia significar sair do vinte a vinte e um em uma boa ideia política e não transportado em uma nave espacial e nem por um automóvel voador. A magia de cozinhar a vinda do século vinte e um tão escrita e desenhada no século vinte é justamento o tempo onde aqui estamos enclausurados. Futuro sempre tem para o Ano Que Vem, sobrevivendo ao tempo enquanto se cozinham os desejos do próximo ano. Diziam meus amigos normais e anormais para tentar me surpreender e me influenciar, citando:

No ano que vem eu largo tudo dizia o deprimido

No ano que vem eu deixo a minha mulher dizia o mulherengo

No ano que vem largo o meu emprego dizia o tele marqueteiro

No ano que vem escrevo um livro dizia o bancário

No ano que vem vou para Jerusalém dizia o rabino

No ano que vem vou para Polinésia dizia uma amiga

No ano que vem vou continuar fazendo o que sempre fiz bem feito dizia um amigo sábio e dizia o meu irmão fotógrafo.

No ano que vem vou vender meus discos digo eu, e vou parar de juntar mas não muito mais do que lembranças para encontrar no mesmo lugar o deprimido, o mulherengo, o marqueteiro etc…


Daniel Cohn Bendit e Marylin Monroe. O que eles tem em comum?


Mas porque este título em inglês para abrir esta postagem?

Tenho um problema com músicas do passado presente e futuro. A banda ou bando chamado KINKS, sobrevivente na figura do seu líder (hoje Sir) Ray Davies, finalizou o seu álbum lançado na Inglaterra em 22 de maio de 1968 com a música que carrega o título da postagem.

People Take Pictures Of Each Other = Pessoas Tiram Fotos Umas das Outras

Eu fotografo árvores e janelas por enquanto e tenho motivos para celebrar a natureza e a arquitetura de tudo que um olhar enquadrado por um observar livre.

Continuarei fotografando a música que me sobrevoa a mente.


Sami Douek 

em 17 de Junho de 2020

Aviso aos navegantes

Quem deseja a íntegra (em boa qualidade) do citado álbum na versão aniversário, poderá receber um arquivo via Dropbox. para tal basta me pedir com a frase PRESERVE ME PLEASE na aba CONTATO que chegará aos meus cuidados.




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15Jun

Sobre a evolução dos cartões de memória e sua relação com a produção acelerada em fotografia de qualidade.

DE ONDE SAÍMOS HÁ 20 ANOS ATRÁS?

Um respeitável Design! (da minha coleção particular) Creative Labs Inc. Modelo DSC-P32 

"CCD from a 2.1-megapixel Argus digital camera" utilizado nas primeiras máquinas digitais e que ainda não usavam o conceito de armazenamento em chips removíveis.

Acima: Memory Stick Sony, 16 megabytes (dezesseis imagens de alta resolução) e abaixo, um filme por emulsão, Kodak Color Plus com 36 poses que dispensa comentário. Eu acho o Kodak um produto sexy.

A fotografia vai para as nuvens assim como a música também foi. Este voo para as estrelas já está seguindo este itinerário desde 2015, das nossa gavetas e prateleiras para o firmamento da virtualidade. A desmaterialização, a embalagem e os empacotamentos para viagem (meu sarcasmo inevitável transbordam meus pensamentos). O filme matéria prima que se comprava em tabacaria foi atacado por algum vírus cultural e marqueteiro que continua devastando a compreensão de algo conhecido como película de filme de 24 ou 36 “poses”. A expressão poses me parece poética e relacionada ao sujeito fotografado; não sei dizer mais.

esse negócio de estar nas nuvens já faz parte da minha infância e do palavreado dos meus professores. Mesmo que fora do contexto do Google e outros locadores de espaço na web, estou quase sempre nas nuvens mesmo sem ter morrido ainda.

Minha primeira máquina fotográfica de 1,2 Megapixels da Creative Labs Inc. e sem cartão de memória e sem display. Ela tinha o charme das máquinas analógicas onde o "laboratório" seria de computador com software dedicado.

COMO ESSA ENCRENCA TODA ACONTECEU SEM JAMAIS VULGARIZAR O ATO DE FOTOGRAFAR? 

Nos anos 1980 participei de uma reunião numa grande empresa sueca em Stockholm quando o tema foi algo do tipo “tendências das máquinas de processamento de dados e interação de som, imagem e texto”. Discursos com curvas, tabelas e desenhos com números estavam propondo a grande explosão deste crescimento, da qual esta empresa teve um notório papel. Eu trabalhava com microprocessadores de modesta velocidade de cálculo e perguntei ao guru atrás do projetor. What's the catch? (Qual é a pegada, em nosso jargão). E ele me respondeu sem hesitar um segundo: “The catch is the exponential increase of solid state memory chips production, and  that's all”. Ora nos anos 1980 já estavam desenvolvendo o CCD (sensor de imagem através de leitura ótica) e imaginei que no futuro um chip de múltiplos sensores, 24 ou 36 poderia substituir o filme  O tal guru sueco tinha razão é hoje um chip de 8 gigabytes pode armazenar milhares de fotografias em boa resolução o sensor CCD, apenas uma unidade por máquina ou por celular que faz tudo e nada sem os algoritmos e sem os biscoitos* que nos perseguem.

Minha segunda máquina digital, Sony Cyber Shot com resolução de 3,2 mega pixels 

Foi assim que viajei nas asas das máquinas fotográficas digitais ainda nos anos 1990 que vou ilustrar neste espaço. Com imagens posso me expressar numa imaginária linha do tempo que vai até 2005, há 15 anos.

Nota* = Cookies no jargão técnico.

Sami Douek

15 de junho de 2020

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O meu fascínio pele Design vem da minha infância quando nas lojas de disco ou até na vitrola de casa ficava fascinado com as etiquetas ("labels") dos discos que giravam, quado giravam, num prato metálico sobre o qual estava um tapete circular de feltro e cor vinho. Ao girar o disco e antes cantar o título impresso, a minha imaginação acompanhava em associações de som e image em ritmos circulares em 45/33 ou 78 rotações por minuto. Em tal velocidade, as informações e imagens impressas girando em círculos passava a criar uma nova estética áudio visual. Os efeitos sensoriais não paravam na interpretação eletro-mecânica em obra, mas também num ritual quase religioso.

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