People Take Pictures Of Each Other


17 Jun
17Jun

The kinks are The Village Green Preservation Society

Novembro de 1968, foi um ano, dizem, que uma revolução cultural tomou lugar do conservadorismo. Bandas e bandos jovens do mundo todo e bandos no melhor dos sentidos, levantavam bandeiras marchando reivindicando pensando ou não pensando em desentortar o conservador e o repetitivo,  o banal e o vulgar. A razão de ser deste momento revolucionário não era nem flower nem power, na realidade não era nada à não ser um basta em italiano que os governantes e alguns tranquilos governados pensaram em complô de fim do mundo civilizado e bem ordenado, mas não, não tanto exceto os movimentos libertários já conhecidos e esquecidos pela cultura remanescente do por guerra. Nem o General de Gaulle entendeu pois não era possível entender uma virada no contexto político, virada esperada até hoje. 


Picture Book with The Kinks. Can you picture yourself?


No mundo do som pop ou não tão pop com hoje parece ser, se cantavam os desmontes e o inconsciente coletivo, hoje e sempre lembrados e celebrados. No meu caso, observar para onde  estive implica em resgatar para onde vou e por onde estou. Estive aos meus vinte anos em 1968, um ano concluído em tempestades que cheiravam infindáveis guerras que seriam abandonadas por um mundo liberado antes de se sugerir libertário mas nada disso aconteceu fora da poesia e da música. Um número mágico da época podia significar sair do vinte a vinte e um em uma boa ideia política e não transportado em uma nave espacial e nem por um automóvel voador. A magia de cozinhar a vinda do século vinte e um tão escrita e desenhada no século vinte é justamento o tempo onde aqui estamos enclausurados. Futuro sempre tem para o Ano Que Vem, sobrevivendo ao tempo enquanto se cozinham os desejos do próximo ano. Diziam meus amigos normais e anormais para tentar me surpreender e me influenciar, citando:

No ano que vem eu largo tudo dizia o deprimido

No ano que vem eu deixo a minha mulher dizia o mulherengo

No ano que vem largo o meu emprego dizia o tele marqueteiro

No ano que vem escrevo um livro dizia o bancário

No ano que vem vou para Jerusalém dizia o rabino

No ano que vem vou para Polinésia dizia uma amiga

No ano que vem vou continuar fazendo o que sempre fiz bem feito dizia um amigo sábio e dizia o meu irmão fotógrafo.

No ano que vem vou vender meus discos digo eu, e vou parar de juntar mas não muito mais do que lembranças para encontrar no mesmo lugar o deprimido, o mulherengo, o marqueteiro etc…


Daniel Cohn Bendit e Marylin Monroe. O que eles tem em comum?


Mas porque este título em inglês para abrir esta postagem?

Tenho um problema com músicas do passado presente e futuro. A banda ou bando chamado KINKS, sobrevivente na figura do seu líder (hoje Sir) Ray Davies, finalizou o seu álbum lançado na Inglaterra em 22 de maio de 1968 com a música que carrega o título da postagem.

People Take Pictures Of Each Other = Pessoas Tiram Fotos Umas das Outras

Eu fotografo árvores e janelas por enquanto e tenho motivos para celebrar a natureza e a arquitetura de tudo que um olhar enquadrado por um observar livre.

Continuarei fotografando a música que me sobrevoa a mente.


Sami Douek 

em 17 de Junho de 2020

Aviso aos navegantes

Quem deseja a íntegra (em boa qualidade) do citado álbum na versão aniversário, poderá receber um arquivo via Dropbox. para tal basta me pedir com a frase PRESERVE ME PLEASE na aba CONTATO que chegará aos meus cuidados.




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